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Confiança não é opinião, é cálculo

Como uma máquina decide se confia numa fonte?

Por · · Do capítulo 7 do livro

Um gerente de banco libera crédito para gente que ele nunca viu na vida.

Ele não sabe se você é honesto. Não tem como saber, e o trabalho dele não para por causa disso. O que existe na tela dele é outra coisa. Contas pagas em dia. Outras instituições que já apostaram em você e não se arrependeram. O seu nome aparecendo, ou não aparecendo, em listas ruins.

O gerente nunca vê você. Ele lê o rastro que você deixou em lugares que não te pertencem. Com esse material ele monta um número e decide.

Aqui está a parte desconfortável, que vale igual para banco e para busca. Você pode ser a pessoa mais honesta da sua cidade. O número não sabe disso.

O Google resolve o mesmo problema, pelo mesmo motivo. Ele precisa escolher de quem aceitar uma resposta, bilhões de vezes por dia, sem conhecer ninguém. Confiança, num sistema desse tamanho, nunca foi impressão. Sempre foi placar montado com evidência indireta.

E-E-A-T não é fator de ranqueamento, e a frase é oficial

A confirmação de que não existe nota de E-E-A-T está publicada, aberta e indexada. Ela fica na página do Google Search Central chamada “Creating helpful, reliable, people-first content”, e qualquer pessoa lê em cinco minutos.

Está lá: “While E-E-A-T itself isn’t a specific ranking factor, using a mix of factors that can identify content with good E-E-A-T is useful”. E-E-A-T em si não é um fator de ranqueamento específico. Usar uma combinação de fatores que consigam identificar conteúdo com bom E-E-A-T é útil.

A segunda metade da frase é o assunto inteiro em uma linha. A empresa está dizendo que persegue uma coisa que ela não mede diretamente, usando um conjunto de medidas que ela consegue calcular.

As quatro letras vêm do inglês e apontam para experiência, expertise, autoridade e confiança. É o vocabulário que a empresa usa para descrever conteúdo em que dá para confiar. O segundo E, o de experiência, entrou no conceito em dezembro de 2022, e antes disso o nome tinha três letras.

A mesma página oficial traz uma hierarquia interna pouco citada: “Of these aspects, trust is most important. The others contribute to trust, but content doesn’t necessarily have to demonstrate all of them”. Das quatro dimensões, confiança é a mais importante.

A documentação interna que vazou em 2024 concorda com isso pelo silêncio. São catorze mil atributos documentados, e nenhum deles é uma nota de E-E-A-T. Ninguém guarda o que ninguém calcula.

A consequência cai na sua próxima reunião. Quem propõe “aumentar o E-E-A-T da página” está propondo mexer num painel que não tem ponteiro. A pergunta que rende é outra: qual medida calculável muda quando eu faço isso.

O perito classifica a prova antes de ler o que ela diz

As provas que sustentam este assunto vêm de quatro categorias diferentes, com força diferente, e a ordem em que se lê cada uma separa o profissional do curioso. Antes de perguntar o que o documento diz, pergunte que tipo de prova é aquela, quem produziu e sob qual obrigação.

A categoria da prova define o tamanho da conclusão que ela aguenta.

Documentação pública oficial. É verdadeira no que afirma e incompleta por escolha da empresa. Ela responde “E-E-A-T é fator?” com autoridade máxima. Ela nunca diz quanto pesa cada medida, porque isso a empresa não publica.

Depoimento sob juramento. Um executivo numa cadeira de tribunal federal, sob pena de perjúrio, descrevendo sistema interno. É a prova mais forte que existe fora da empresa.

Documentação interna vazada. Ela mostra quais medidas a busca guarda. Ela não mostra o que pesa na decisão. Quem apresenta peso a partir de um vazamento está inventando a parte que interessa.

Dado obtido por falha de sistema. Um pesquisador encontra um endpoint exposto, extrai o que está lá dentro e publica a leitura dele. Os dados são do próprio Google. A interpretação é de fora.

Uma diferença separa as duas primeiras categorias das duas últimas. Nas duas primeiras, quem fala responde pelo que falou. Nas duas últimas, ninguém responde por nada.

Faça o exercício com dois casos reais. O Google negou por anos que usasse dados de clique no ranqueamento, a documentação interna de 2024 nomeia os atributos de clique, e um depoimento sob juramento confirma o sistema que os usa. Aquela negação pública não se sustentou.

Segundo caso. O Google diz que não existe nota de E-E-A-T, e a documentação interna de 2024 não tem nenhuma. Essa negação pública se sustentou.

Mesma empresa, mesma categoria de declaração, dois desfechos opostos. Por isso se checa uma declaração por vez, com a data e o documento na mão. Você pode decidir de antemão que a empresa mente sempre, ou que ela nunca mente. É o mesmo atalho com dois nomes.

Dezesseis mil avaliadores que nunca abriram o seu site

Os avaliadores humanos de qualidade de busca não julgam o seu site, e duas páginas oficiais do Google dizem isso com todas as letras. Cerca de dezesseis mil pessoas fazem esse trabalho pelo mundo, contratadas por fornecedores externos, número que saiu no julgamento antitruste dos Estados Unidos contra o Google, em depoimento de 2023.

O trabalho delas é outro. Duas listas de resultados chegam lado a lado. A da esquerda saiu do sistema como ele está hoje, a da direita saiu de uma versão com uma mudança dentro. A pessoa lê as duas e diz qual delas serve melhor a quem perguntou aquilo.

Na documentação para desenvolvedores está escrito: “Search raters have no control over how pages rank. Rater data is not used directly in our ranking algorithms”. Os avaliadores não têm controle nenhum sobre como as páginas ranqueiam, e os dados deles não são usados diretamente nos algoritmos de ranqueamento.

A mesma página diz o que eles são: “Search quality raters are people who give us insights on if our algorithms seem to be providing good results, a way to help confirm our changes are working well”.

A página “How Search Works”, que é a outra porta pública, repete o ponto: “These ratings do not directly impact ranking, but they do help us benchmark the quality of our results and make sure these meet a high bar all around the world”.

Duas fontes oficiais independentes dizendo a mesma coisa. É corroboração dupla, e ela vale tanto para negar quanto para afirmar.

Negativa não ensina nada sozinha. Se avaliador não mexe no ranking, o que a empresa faz com o trabalho dele?

A resposta veio da categoria mais alta da régua. No mesmo julgamento antitruste de 2023, Pandu Nayak descreveu sob juramento uma métrica interna chamada IS score, de Information Satisfaction. Ele a apresentou como aproximação da utilidade percebida pelo usuário e como principal métrica de avaliação de qualidade da Busca.

Ela é produzida inteiramente por avaliadores humanos, e serve para avaliar experimentos, para dizer se uma mudança nos sistemas melhorou ou piorou os resultados.

A cadeia inteira fica de pé assim. Os avaliadores leem resultados e dão nota. As notas viram IS. O IS diz se uma mudança de sistema deu certo. E os sistemas ranqueiam com medidas calculadas, que são outra coisa.

Nayak deu naquele depoimento um exemplo que virou frase famosa, e metade dos textos que a citam a deturpa: “Wikipedia is a really important source on the web, lots of great information. People like it a lot. If we took Wikipedia out of our index, completely out of our index, then that would lead to an IS loss of roughly about a half point”.

Olhe bem o que essa frase mede. Ela mede o tamanho do buraco que uma fonte enorme deixaria numa métrica de avaliação de qualidade. Ela não é peso de ranqueamento, não descreve pontos por fonte e não tem tabela nenhuma atrás dela.

Falta o manual. Os avaliadores seguem um documento público chamado Search Quality Rater Guidelines, cuja versão vigente é de 11 de setembro de 2025, com 182 páginas. Essa revisão renomeou uma das categorias sensíveis para “Government, Civics & Society” e passou a tratar também das respostas geradas por IA.

Ninguém deveria ler esse manual como lista de tarefas do próprio site. Ele descreve o alvo por escrito, em linguagem humana, para as pessoas que julgam os testes. Ler continua valendo a pena pelo motivo certo: você descobre o que a empresa chama de bom quando precisa explicar isso, em linguagem comum, para dezesseis mil pessoas.

O inventário do vazamento, e o que ele não prova

O vazamento de 2024 é um inventário de perícia, e inventário prova presença, não importância. Ele lista cada item recolhido, numerado, com o nome técnico ao lado. Ele não conta o que cada item significa no caso, e não aponta qual deles decide alguma coisa.

Três famílias de medida interessam aqui, e a análise de referência sobre o material é a de Mike King, publicada pela iPullRank em 2024 sob o título “Secrets from the Google Algorithm Leak”.

A primeira é siteAuthority, métrica de autoridade em nível de site, armazenada no índice. Ela merece uma nota de rigor. Porta-vozes da empresa negaram por anos que existisse qualquer coisa parecida com uma nota de autoridade de site. O atributo está lá, com nome.

A segunda é a família de qualidade persistente, com qualityGoldStandard e scores guardados tanto em nível de documento quanto em nível de site. Persistente quer dizer que a nota não nasce e morre em uma consulta. Ela fica.

A terceira são os sinais de autor. São atributos que associam documentos a autores tratados como coisas identificáveis, e com eles o autor deixa de ser texto solto embaixo do título.

Essa última família tem um efeito que dá para enxergar sem abrir ferramenta nenhuma. Boa parte dos artigos do seu setor está assinada por “Equipe de Redação”. Outros trazem o nome de alguém que existe em outros lugares da web, com histórico, com registro profissional, com fala pública sobre aquele assunto.

Para um sistema que trata autor como coisa identificável, essas duas assinaturas não são o mesmo tipo de informação. O que a arquitetura permite fazer com isso é leitura minha, e eu marco. O que é fato é que os atributos existem e estão nomeados.

Existe uma quarta medida, com prova melhor que todas essas: o sistema que usa dados de clique agregados numa janela móvel de treze meses, confirmado por documentação vazada e por depoimento sob juramento de 2023.

A delimitação obrigatória é a mesma de sempre. Item no inventário é fato. Peso do item no caso é invenção de quem vende fórmula. Nenhuma linha deste texto diz quanto vale siteAuthority, porque ninguém fora da empresa sabe.

Quantas fontes do seu campo chegam à mesma conclusão

O mecanismo que contabiliza um trecho contra o consenso do campo tem o lastro mais frágil deste artigo, e eu declaro isso antes de apresentá-lo.

O mecanismo de identidade que este site já tratou se apoia em documentação oficial de produto e em artigo científico revisado por pares. Prova de primeira linha nos dois casos. O mecanismo que vem agora se apoia em dados que saíram por uma falha de sistema, interpretados por um pesquisador de fora.

Os dois estão no mesmo lugar. Eles não valem o mesmo. Como este é justamente o texto que ensina a classificar prova, seria uma piada de mau gosto eu esconder o nível da minha.

Com o aviso dado, o achado. O pesquisador britânico Mark Williams-Cook encontrou um endpoint exposto do Google e recebeu US$ 13.337 do programa de recompensas da própria empresa. A divulgação pública dos dados aconteceu em dezembro de 2024, nove meses depois do vazamento da documentação interna. O material analisado passava de dois terabytes, cobrindo cerca de noventa milhões de buscas e mais de duas mil propriedades de classificação.

Segundo a cobertura técnica que analisou aqueles dados em dezembro de 2024, trechos de conteúdo são contabilizados conforme concordem, contradigam ou permaneçam neutros diante do “general consensus” sobre um tópico. Existe um score derivado disso, e ele influencia a seleção. O efeito aparece com força em buscas de desmentido, do tipo “a Terra é plana?”, e o material registra tratamento distinto para tópicos políticos e subjetivos.

Você recebe um diagnóstico e não gosta dele. Procura um segundo médico. Ele diz a mesma coisa, e você ainda procura um terceiro. Quando os três chegam à mesma conclusão, aquilo para de ser a opinião de alguém.

A diferença para o mecanismo de identidade está bem aqui. Lá o sistema confere a assinatura. Aqui ele confere o que foi assinado.

E o carimbo não cai no documento inteiro. Ele cai no trecho.

A mesma página pode ter um parágrafo perfeitamente alinhado com o que o campo sustenta e, três parágrafos abaixo, uma afirmação que contradiz o campo inteiro. Dois carimbos diferentes no mesmo papel. O seu artigo carrega várias reputações ao mesmo tempo, uma por trecho.

A descrição traz três possibilidades: concordar, contradizer ou permanecer neutro. A terceira quase nunca entra na conta de quem escreve. Neutro é o estado da maior parte do que se publica por aí, feito de adjetivo, promessa vaga e apresentação institucional.

Contradizer tem custo. Não dizer nada não tem custo, e também não tem valor nenhum na conta.

Agora a leitura honesta disso, sem paranoia e sem entusiasmo. Isso não é censura, e tratar como censura leva à decisão errada. O mecanismo aparece descrito com efeito em buscas factuais, e o próprio material registra tratamento diferente para o que é político e para o que é subjetivo.

A implicação existe e é mensurável. Quem afirma o contrário do que o próprio campo sustenta paga um custo em buscas factuais. Uma clínica que promete resultado que a área dela não sustenta. Uma consultoria financeira que garante retorno onde a literatura do setor fala em risco.

O texto pode estar bem escrito, a página pode estar bem estruturada, e o trecho continua sendo contabilizado contra o que o campo diz.

A altura mínima do brinquedo

O corte de 0,4 do site quality score governa elegibilidade a formatos de aparição, e não posição na lista. É uma linha de altura mínima na entrada do brinquedo. Quem passa dela entra na fila. Passar não coloca ninguém na frente da fila, e não dá volta extra.

O mesmo material do exploit divulgado em dezembro de 2024 descreve um score de qualidade em nível de subdomínio, numa escala de 0 a 1. É o site quality score.

Ele é alimentado por três famílias de sinal, e a descrição da cobertura é mais precisa do que o resumo que circula por aí.

A primeira é a frequência de buscas pela sua marca combinadas com outros termos. Gente digitando o nome do seu negócio junto com um assunto.

A segunda rende mais que as outras duas, e o mercado a simplifica como “cliques”. A descrição é outra: a taxa de seleção do site nos resultados, particularmente quando ele não está na primeira posição.

Pense em como você mesmo faz isso. Você busca uma dúvida técnica, bate o olho na lista e desce dois ou três resultados até encontrar o nome que reconhece. O primeiro colocado nem entrou na conversa.

A terceira é a presença do nome ou da marca do site em texto âncora pela web. O seu nome escrito como link, por outras pessoas, no texto delas.

Os três sinais têm uma coisa em comum, e ela resume o assunto: nenhum dos três acontece dentro do seu site. Todos os três acontecem com você, do lado de fora, feitos por outras pessoas.

A linha de corte fica em 0,4. Segundo a cobertura de dezembro de 2024, abaixo dela o site fica “ineligible for search features, (e.g., featured snippets, People Also Ask)”. Inelegível para recursos de resultado, com dois exemplos citados.

Aqui mora a armadilha mais fácil, e eu vou ser chato de propósito. Esse corte governa elegibilidade. A ordem da fila continua sendo outro departamento, com outros sistemas. Quem lê “abaixo de 0,4 você não ranqueia” inventou uma frase que a fonte não diz.

Repare também no nível em que essa medida vive. Subdomínio. O blog. da sua empresa e o site principal são endereços diferentes para esse tipo de conta.

E antes que alguém levante da cadeira para ir comprar busca de marca, duas coisas. O pagamento do bounty confirma que o endpoint existia e que os dados saíram de um sistema do Google. Ele não valida a leitura de cada rótulo, e não garante que esses nomes, escalas e cortes continuem iguais hoje. O que existe na mão é um retrato de 2024 de um subsistema.

A segunda: ninguém sabe quanto cada um desses três sinais pesa, nem como eles conversam com o resto. Buscas pela sua marca aparecem como insumo declarado de um score específico, o que é bem mais forte que correlação de estudo de mercado, e ainda assim não autoriza ninguém a prometer posição.

A especificação e a implementação

O par que resolve a discussão é este: E-E-A-T é a especificação, e os proxies computáveis são a implementação. De um lado, um manual público de 182 páginas que descreve, em linguagem humana, o que é conteúdo confiável. Do outro, um conjunto de medidas com nome de arquivo.

Contabilização de trechos contra o consenso do campo. Score de qualidade por subdomínio, com corte conhecido. Atributo de autoridade em nível de site. Sinais de autor. Sinais de comportamento agregado.

O manual descreve o alvo. As medidas perseguem o alvo.

Essa leitura é minha, e eu marco: nenhum documento do Google diz “E-E-A-T é a especificação e estas são as implementações”. O que existe são duas coisas separadas, a frase oficial sobre a combinação de fatores e o conjunto de medidas que apareceu no vazamento e no exploit. A ponte entre elas é leitura arquitetural, e você tem o direito de saber onde termina o documento e começa o autor.

Uma medida indireta que o sistema consegue calcular, usada para perseguir uma qualidade que ele não consegue medir diretamente, se chama proxy computável.

E existe uma honestidade rara neste ponto específico. A declaração pública do Google e a evidência técnica apontam para o mesmo lugar. A empresa diz que não existe nota de E-E-A-T, e a documentação interna vazada não tem nenhuma.

Um livro que só encontra mentira parou de investigar e começou a torcer.

Uma coisa que nada disso compra: posição. Nenhuma medida citada aqui tem peso conhecido, nenhuma tem porcentagem, e a soma delas não é uma fórmula. O que você recebeu é a lista das perguntas que o sistema consegue responder sobre você sem te conhecer.

O teste caseiro de consenso

Dez minutos e uma caneta resolvem este aqui. Nada do que vem a seguir passa por ferramenta paga.

Escolha as três afirmações mais importantes que o seu site faz sobre o seu negócio. As que sustentam a venda. Escreva cada uma como frase completa, do jeito que está na sua página. “Nosso método reduz o tempo de recuperação pela metade.” “Esse procedimento dispensa afastamento.” “Esse tipo de contrato protege o patrimônio da família.”

Agora, uma por vez, vá procurar quem mais diz aquilo. Fora da sua casa. Fora do seu site, do seu blog, do seu material comercial e do que a sua agência publica.

Marque cada afirmação com uma de três letras. C de confirmada, quando você encontra fontes do seu campo dizendo o mesmo. X de contradita, quando você encontra o campo dizendo o contrário. S de silêncio, quando você não encontra ninguém tratando daquilo.

O S costuma ser o mais comum, e ele é o mais interessante dos três. Silêncio quer dizer que a sua afirmação mais importante vive sozinha no mundo, sem uma segunda opinião em lugar nenhum.

Essa folha tem dois limites, e os dois importam. Ela não é o score do Google, e ferramenta nenhuma entrega esse score. Você está fazendo um proxy caseiro de um proxy computável, e isso serve para pensar melhor, não para virar relatório de cliente.

O segundo limite é de escopo. Comparar dados de identidade entre fontes é outro exercício, de outro placar. Aqui você está conferindo afirmação.

A folha vale uma reunião. Uma afirmação marcada com X pede discussão séria sobre o que a sua empresa promete em público. Uma marcada com S vira pauta, porque existe trabalho ali que ninguém do seu setor fez.

O que você passa a perguntar

Você vai ouvir a expressão E-E-A-T de novo, e provavelmente esta semana. Quando ouvir, a sua pergunta muda de lugar. Sai o “como eu aumento isso” e entra o “qual medida calculável muda quando eu faço isso”.

Quem estiver do outro lado da mesa vai responder uma de duas coisas. Ou nomeia uma medida, e a conversa fica boa. Ou fala em nota de E-E-A-T e em avaliador que penaliza site, e aí você acabou de descobrir com quem está falando.

Três reflexos ficam de pé. Quando alguém tratar os avaliadores humanos como juízes do seu site, você lembra que eles avaliam o teste, com duas portas oficiais dizendo isso. Quando alguém mostrar um número tirado de vazamento ou de exploit, você pergunta qual categoria de prova é aquela. E quando alguém prometer posição em troca de busca de marca, você lembra que insumo declarado de um score não é promessa de fila.

Confiança, para essa máquina, nunca dependeu do que você acha de si. Ela é montada com o rastro que outras pessoas deixaram, e o cálculo já rodou sobre o seu site, com ou sem a sua participação.

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